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Tecnologia x saúde ocular infantil

O futuro chegou. A tecnologia está em toda parte, presente no nosso dia a dia. Para as crianças, recorrer ao computador para fazer as tarefas, se distrair com games e televisão ou estar conectadas são atividades muito naturais. Porém, a tecnologia pode se tornar uma vilã para a saúde dos olhos dos pequenos quando utilizada em excesso.
Cerca de 15 milhões de crianças em idade escolar no Brasil possuem problemas de visão como astigmatismo, miopia e hipermetropia. Esses dados são do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Segundo especialistas, ficar horas em frente à TV, assistir DVD´s em carros, brincar com videogames, usar celulares ou tablets, por exemplo, são algumas das razões pelas quais as crianças hoje em dia podem desenvolver miopia, em graus ainda maiores, de forma mais precoce, se comparadas às gerações anteriores.
Isso porque os músculos intraoculares sofrem uma acomodação, já que ficam acostumados a focar para perto. Com isso, a visão para longe acaba sendo prejudicada e ocorre o que chamamos de miopia induzida.
A miopia surge, na maioria dos casos, na infância ou na adolescência, entre os 8 e 14 anos de idade. Ainda que sua principal causa seja o fator genético (as chances de desenvolver é de 50% quando ambos os pais têm o problema), os fatores ambientais aumentam muito do risco dessa condição.
Também chamada de visão curta, a miopia acontece quando o globo ocular é muito comprido ou a córnea muito curva. Com isso, os raios de luz focalizam antes da retina. Os míopes enxergam bem de perto, mas não conseguem distinguir imagens distantes.

Prevenir é melhor que remediar

A principal maneira de prevenir a miopia nas crianças é diminuir o uso dos aparatos tecnológicos, como celulares, TV, tablet, etc. O ideal é incentivar a criança a procurar outras formas de passar o tempo, como praticar atividades físicas, brincadeiras ao ar livre e leitura.

Atenção aos sinais!

Os pais devem prestar atenção, pois a criança com problemas de visão apresenta alguns comportamentos específicos, como apertar os olhos, franzir a testa, queixas frequentes de dores de cabeça e até queda de rendimento escolar.