Atualmente, existem cerca de 13,4 milhões de pessoas portadoras de diabetes no Brasil, sendo a maioria do diabetes tipo 2. O diabetes é uma doença que quando não
controlada afeta vários órgãos e estruturas do corpo humano, como a retina, levando a um problema conhecido como retinopatia diabética.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, a retinopatia diabética atinge mais de 75% das pessoas que têm diabetes há mais de 20 anos, sendo uma das principais causas da cegueira em idade produtiva.
A retina é uma estrutura de tecido nervoso que fica na região interior do olho e é essencial para a visão. Quando o diabetes não é controlado, danifica os vasos sanguíneos da retina, gerando uma série de problemas, como deformidades, microaneurismas e hemorragias.
Existem duas formas da retinopatia diabética:
Não proliferativa: Esta é a fase inicial da doença e ocorre quando há hemorragias e vazamento de líquido na retina. Alguns pacientes apresentam essa fase de forma leve a moderada, sem muitas vezes apresentar dificuldades na visão.
Proliferativa: Fase mais grave, que pode levar a cegueira. É a progressão da doença gerando vasos anormais conhecidos como “neovasos”. Além de sangrarem, esses novos vasos podem causar graus variados de destruição da retina, como o seu descolamento.
Sintomas
A retinopatia diabética é uma complicação silenciosa e os sintomas só vão surgir na fase mais avançada da doença, com o rompimento de um vaso da retina, por exemplo. Em alguns pacientes, esse rompimento pode ser precedido pela sensação de vista embaçada.
Tratamento
Hoje existem muitos recursos para evitar a cegueira causada pela retinopatia diabética, porém a avaliação de cada paciente deve ser feita de forma individual. Na fase mais leve, ou seja, na não-proliferativa, geralmente basta fazer o acompanhamento com um médico oftalmologista. Em casos mais avançados da doença, um dos tratamentos usados é a fotocoagulação a laser.
Outra opção, mais recente e cada vez mais utilizada pelos excelentes resultados já comprovados em estudos, são medicamentos chamados anti-VEGF, aplicados periodicamente nos olhos.
Prevenção
A melhor forma de prevenção da doença é o controle rigoroso dos níveis glicêmicos no sangue, com uma dieta adequada. Além disso, os diabéticos do tipo 1 ou 2 devem fazer exames oftalmológicos regularmente com o oftalmologista especialista. Quando a Retinopatia é detectada, seu tratamento precoce tem inúmeros benefícios, podendo levar a estabilização do quadro visual, evitando a cegueira.




